quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Trabalho verbal


Meu verso mudo
Meu metro curto
Minha palavra dura
Minha batida forte
Silenciosamente forte

Olho, curioso,
Para meu sonho,
Que se oculta
Numa ostra,
A qual encho de palavras,
E ela Incha, INcha
INCha, INCHa
INCHA
A ponto de expulsar
Minha ficção
Que ali dorme
Confortavelmente

Bato com a palavra
Na casca do meu sonho
Para que se abra
Para que se abra
Para que se abra

(Felipe Vigneron)

10 comentários:

  1. Enigmático,como você...

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    1. E esse enigma é importante? Tomara que seja! Obrigado, querido (a) anônimo (a)! Esteja conosco sempre!

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    2. Até mesmo a simples inimportância é interessante,meu poeta :)

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    3. Creio que sim, notável anônimo (a)!
      Gosto muito dos seus comentários e das suas observações

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    4. Que bom! Pois estou sempre por aqui e,assim continuarei! abç :D

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  2. Que bom que voltou ! Parabéns pelo belo texto!

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    1. Obrigado, querido (a) anônimo (a)! Esperamos voltar com força total e contamos com o seu apoio, nos dando sempre uma força!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Respostas
    1. Obrigadão a vc, Taís Chagas, que nos acompanha diretamente dos EUA! Bjs

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