segunda-feira, 23 de abril de 2012

Mares Desconhecidos (mesma tripulação).

Tantos são os mares
que nem sei o quanto naveguei
são infinitos os oceanos,
profundos e salgados ,
 não navega-los seria
uma lástima,pois são profundos
como minha alma e salgados como
 as minhas lágrimas

Estou só ao convés,
de minha tripulação ninguém
restou,mortos por um algoz,
no frio da madrugada
um pesado alento,
pode-se então ouvir um sussurro,
e seu nome, deu a todos
um breve contentamento,pois
o  seu nome era conhecido;
 nosso velho carrasco o Tempo.

Tantas máscaras uso,
mas qual  máscara uso agora?
tantos foram os portos
e em tão poucos parei
tantos foram os amores,
e tão pouco deles  guardei,
curtos foram os sorrisos,
longas e duras as noites.
Sozinho no meu quarto envolto ao breu
esse espelho em minha frente
sabe muito mais de mim
do que eu.



3 comentários:

  1. Mew, sabe, vcs conseguem colocar no papel todos os pensamentos, sentimentos e sensações indecifráveis e isso é mais do que um talento, é dom!
    Admiro vocês por tornar móvel o que é imóvel e externo o que é interno!
    Por vários mares também naveguei, e com este poema (como outros que vocês fazem), pude viajar em meus pensamentos de maneira nostálgica, consegui encontrar em cada verso e em cada estrofe um pedacinho de mim. Mas como pode isso, se o poema é um pedacinho do poeta?

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  2. Luh, primeiramente gostaria de agradecer .visto que seu comentário é muito importante.

    Ainda que eu tentasse não poderia lhe explicar,sinto que os poemas vem em minha cabeça e eu enlouqueceria se não os transcrevesse. De qualquer modo a minha humilde opinião é que os sentimentos são um só,o que muda são os olhos que os veem agora estamos olhando na mesma direção.... =)

    e fico indescritivelmente feliz por passar tanto de mim nas palavras e me mesclar a todos que se identificam com o mesmo.!

    Muito Obrigado!

    Alex Batista Santana.

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