que nem sei o quanto naveguei
são infinitos os oceanos,
profundos e salgados ,
não navega-los seria
uma lástima,pois são profundos
como minha alma e salgados como
as minhas lágrimas
Estou só ao convés,
de minha tripulação ninguém
restou,mortos por um algoz,
no frio da madrugada
um pesado alento,
pode-se então ouvir um sussurro,
e seu nome, deu a todos
um breve contentamento,pois
o seu nome era conhecido;
nosso velho carrasco o Tempo.
Tantas máscaras uso,
mas qual máscara uso agora?
tantos foram os portos
e em tão poucos parei
tantos foram os amores,
e tão pouco deles guardei,
curtos foram os sorrisos,
longas e duras as noites.
Sozinho no meu quarto envolto ao breu
esse espelho em minha frente
sabe muito mais de mim
do que eu.
Mew, sabe, vcs conseguem colocar no papel todos os pensamentos, sentimentos e sensações indecifráveis e isso é mais do que um talento, é dom!
ResponderExcluirAdmiro vocês por tornar móvel o que é imóvel e externo o que é interno!
Por vários mares também naveguei, e com este poema (como outros que vocês fazem), pude viajar em meus pensamentos de maneira nostálgica, consegui encontrar em cada verso e em cada estrofe um pedacinho de mim. Mas como pode isso, se o poema é um pedacinho do poeta?
Luh, primeiramente gostaria de agradecer .visto que seu comentário é muito importante.
ResponderExcluirAinda que eu tentasse não poderia lhe explicar,sinto que os poemas vem em minha cabeça e eu enlouqueceria se não os transcrevesse. De qualquer modo a minha humilde opinião é que os sentimentos são um só,o que muda são os olhos que os veem agora estamos olhando na mesma direção.... =)
e fico indescritivelmente feliz por passar tanto de mim nas palavras e me mesclar a todos que se identificam com o mesmo.!
Muito Obrigado!
Alex Batista Santana.
beautiful
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